Estudante de 19 anos morre após complicações raras causadas pela Covid-19

01/10/2020

Jovem começou a desenvolver sintomas neurológicos, uma situação rara com a Covid-19.

Um estudante americano de 19 anos de idade morreu na segunda-feira por causa de complicações de nível neurológico relacionadas com a doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

 

Chad Dorrill estava ainda a ter aulas online quando desenvolveu sintomas similares aos da gripe, de acordo com o explicado por uma responsável da Universidade Estadual Appalachian, em Boone, na Carolina do Norte, onde o jovem frequentava o segundo ano.

 

Sheri Everts indicou, num comunicado revelado na terça-feira, que foi a mãe que o convenceu a ficar de quarentena e a fazer o teste.O jovem tinha "uma excelente forma física", cita o New York Times, acrescentando que era jogador de basquete e corria frequentemente.

 

Ele obteve diagnóstico positivo no dia 7 de setembro e ficou 10 dias em quarentena. Depois, porém, começou a desenvolver sintomas neurológicos severos. "Quando tentava sair da cama, as pernas não funcionavam, e o meu irmão teve que o carregar até ao carro para o levar às urgências", disse um tio do jovem, à mesma publicação.

 

"O médico disse que era um caso que aparece uma vez num milhão - que nunca tinham visto nada progredir assim. Era uma complicação da Covid que ao invés de atacar o sistema respiratório atacou o cérebro", disse David Dorrill. "Ele tinha uma excelente forma física. Magro. Conseguia correr 9 quilômetros sem problemas. Tinha corrido connosco há menos de três semanas. Ele era saudável", lamentou o tio.

 

Tonia Maxcy, uma amiga da família, indicou que os médicos também explicaram que suspeitavam de um caso não detectado da síndrome de Guillain-Barré, uma desordem neurológica rara, na qual o sistema imunológico ataca o sistema nervoso. Há muitos vírus que podem provocar a síndrome e existem alguns casos reportados ligados à Covid-19.

 

A publicação explica que, embora o novo coronavírus ataque principalmente os pulmões, também pode atingir os rins, o fígado e os vasos sanguíneos, com muitos pacientes a reportar sintomas neurológicos, como dores de cabeça, confusão e delírio.

 

Colin McDonald, neurologista do hospital em Winston-Salem que tratou o estudante, explicou que os pais consentiram em remover o suporte básico de vida na segunda-feira, algo que deixou equipe médica e funcionários "devastados". cred:noticiasaominuto

 

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