Gui Agustini, ex-tenista brasileiro que se destaca no exterior como ator, agora volta ao país para lançar seu primeiro filme, "Solteira Quase Surtando"

10/03/2020

Na estreia no cinema nacional, ele interpretará Miguel em "Solteira Quase Surtando", que chega às telonas no dia 12 de Março

 

 

Desde criança, Gui Agustini sempre foi um morador do mundo. Brasileiro, nascido e criado em Campinas, é filho de mãe argentina e pai peruano. Dedicou sua infância e adolescência ao tênis, que o levou a diversos países do mundo com destino marcado a morar na Venezuela, onde encontrou seu dom para atuação.

 

Hoje, com séries de grande sucesso em todo o continente americano no currículo, criação de mais de 10 curtas-metragens premiados, diversas campanhas publicitárias, novelas, peças de teatro - sendo todos seus trabalhos fora do Brasil - Gui volta ao país para a estreia de seu primeiro longa-metragem nacional, "Solteira Quase Surtando", com direção de Caco Souza.


"Depois de um ano e meio tendo a maior evolução da minha carreira como tenista, eu estava me preparando para ir estudar nos EUA com bolsa de tênis. Foi então que minha vida deu um giro inesperado, e a arte impactou a minha alma", relembra o ator sobre o começo de tudo quando tinha 20 anos.
 

Após alguns anos morando nos Estados Unidos, Gui foi indicado por Meire Fernandes, fundadora do LABRFF (Los Angeles Brazilian Film Festival) e produtora principal de "Solteira Quase Surtando" para viver o espanhol Miguel, aproveitando o idioma fluente vindo dos pais.


No filme - que estreia dia 12 de março nos cinemas de todo Brasil - Miguel, um empresário espanhol de 40 anos, vem fazer negócios no Brasil, morando alguns meses no Rio de Janeiro. Charmoso e bem-sucedido, o empresário conhece a protagonista Bia (Mina Nercessian), uma carioca que precisa encontrar o homem perfeito para se casar e ter filhos. O romance então começa. "O filme é uma comédia com momentos dramáticos, então o que há de se esperar são muitas risadas mas também tristeza", revela.
 

Das quadras de tênis para a carreira de ator:


Gui relembra que o foco nas quadras de tênis foi também fundamental para a sua disciplina nas artes, e conta: "O tênis me disciplinou muito e criou minha base de esforco e dedicação que considero minha principal fortaleza. E isso, graças ao apoio incondicional dos meus pais."
 

Um ano após terminar o ensino médio no Brasil, Gui optou por jogar o circuito profissional de tênis em vez de ir para a faculdade, e aí começa a sua história com a Venezuela, onde, a principio, foi por 3 meses para participar de alguns torneios, porém acabou ficando por quase 2 anos. Sua melhor fase no esporte também o levou a sua melhor forma física , que o garantiu convites para campanhas publicitárias e modelagem. "Fui à agência Niñitos e eles gostaram da minha aparência e do meu físico. Assim começou a minha trajetória na indústria de fotos e modelagem. Eu somente tinha que ir, sorrir e tirar fotos. Gostei e comecei a conciliar meus trabalhos com meus treinos", relembra.


O caminho do novo modelo começou a mudar quando a agência o enviou para um casting da rede Subway, onde pela primeira vez, precisaria atuar. Sem experiência na área na época, Gui narra: "Foi um desastre. Mas eu sabia que era com os comerciais que se ganhava dinheiro. Voltei pra minha agência para pedir uma recomendação de uma escola de atuação", e como um competidor, o tenista mergulhou na preparação para tornar-se um ator.

 

Iniciando na ‘Escola de Atores’ de Matilda Coral, indicada pela sua agência, sua primeira experiencia observando e logo os primeiros exercícios de atuação o fizeram se apaixonar pela arte. "Era um desafio muito grande e diferente para mim, e o medo era gigante, mas acho que isso me motivou ainda mais." Mais alguns meses conciliando treinos, jogos e o estudo de atuação, o levaram ao ‘Teatro Luz Columba’, famosa escola de atuação venezuelana, onde somente esteve por 3 meses devido à bolsa de estudo que conseguiu como tenista nos EUA. Então foi assim que deixou a Venezuela e foi para a Carolina do Norte, EUA, onde iniciaria sua dedicação aos estudos da arte. Ele apenas ficou um ano antes de se mudar para Miami, Florida, deixar o tênis e se dedicar completamente à atuação.
 

Novelas, mais de 100 comercias e sucesso em séries:


As oportunidades foram surgindo e hoje, Gui Agustini coleciona experiências. Em sua primeira peça de teatro atuou como protagonista em sua "Picnic", que lhe rendeu uma indicação ao Irene Ryan’s Award. Na TV, começou atuando em duas novelas da Telemundo e alguns comerciais. Poucos anos depois, teve seu primeiro papel recorrente na série de sucesso da Nickelodeon "Grachi 2". A seu ver, porém, o personagem mais importante de sua carreira chegou no seguinte, com a interpretação de Carmelo, em "11-11 En Mi Cuadra Nada Cuadra", também da Nickelodeon, com elenco latino de peso. Em segundo lugar, está sua participação na série americana "The Glades", série de sucesso da A&E. Logo vem o comercial nacional para Dish Networks, que passou durante o Super Bowl, onde Gui atua ao lado de Norman Reedus, ator principal da série The Walking Dead.
 

Além de atuar, Gui também dirige e produz. Destaca como um dos pontos altos de sua carreira seu curta-metragem "Roses Are Blind", com 8 prêmios em 11 festivais americanos, e que será convertido em seu primeiro longa-metragem. A história da como Gui se interessou pelo universo da direção começou em Miami, movido pela frustração de ter atuado em diversos curtas, os quais acabava não gostando do produto final ou nunca sequer os via. "Apesar de ser modesto, na minha cabeça, eu não conseguia tirar a ideia de que eu poderia criar um produto final muito melhor que qualquer um dos que eu já havia participado. Mais uma vez, isso me deu motivação", conta.


Dessa forma, ao lado de sua esposa, Christina Breza, desenvolveu seu primeiro curta chamado "The Perfect Stroke", baseado nas experiências reais vividas pelos dois. Ele como tenista, ela como garota de campo amante de cavalos. "Eu sou muito visual, então gostei muito do processo de pensar em imagens e tomadas como diretor", e completa "eu sempre digo que sou primeiramente ator e logo filmmaker. Então, a preferência segue sendo atuar. Mas a minha segunda paixão é direção. A questão é que no meio artístico hoje em dia tem que saber fazer de tudo. Não basta ser somente ator ou diretor. Principalmente para quem está no começo de carreira e buscando espaço nas produções de alto nível."

 

Brasileiríssimo:


Nascido e criado em Campinas, apesar de sua família ser toda estrangeira, o ator diz que se sente 100% brasileiro. "Eu me identifico muito com a alegria do povo brasileiro e a maneira extrovertida de ser. E também sempre fui muito influenciado pelo esporte e música brasileira", conta.
 

Ligado nas questões políticas e artísticas do país, Gui afirma que com sua visão de fora, percebe que mesmo com as mudanças que vem acontecendo através do novo governo, houve uma grande evolução no mundo audiovisual nacional, e frisa que as novelas são extremamente respeitadas no exterior. "Na época em que trabalhei nas novelas da Telemundo e séries da Nickelodeon, a moral das novelas brasileiras já eram de outras proporções. Sempre sendo consideradas a meca das novelas", afirma.


Apesar da admiração pelo audiovisual no país, o ator diz que não pretende voltar a morar no Brasil, mas diz que gostaria de continuar criando personagens para o mercado brasileiro: "Não é um sonho ou objetivo meu. Minha esposa é americana e as oportunidades de carreira e financeira nos EUA são muito maiores. Então não, porém, o mundo dá voltas, e agente nunca sabe. Então eu pratico sempre estar aberto às oportunidades na vida. Se não fosse assim, eu não estaria onde estou hoje. E eu quero voltar ao Brasil para fazer trabalhos no cinema e nas séries. Isso com certeza." Logo, não esconde a ansiedade para estrear seu trabalho por aqui. "A expectativa é muito grande. É um sonho que nem tinha sonhado, pra ser sincero. A satisfação e adrenalina são muito grandes e é claro que só vai aumentar à medida que o dia da premiére e da estreia chegarem", conta.
 

Planos para o futuro:
 

A frente de sua vontade de ampliar a carreira no Brasil, Gui tem a visão de que está só começando no mundo da arte, apesar da carreira extensa no exterior. O ator conta um pouco sobre seus planos e sonhos para o futuro: "Meus sonhos e ambições são grandes. Quero interpretar um protagonista em uma série americana de sucesso, ter um longa-metragem independente, como ator ou director, ou os dois, em festivais como Tribeca, Sundance e Cannes, e participar de filmes ou seriados tops com os astros que sempre admirei muito".
 

Além de todos os seus atributos, o ator também é um empresário, sócio com sua esposa na PowerCouple Productions, onde mora um de seus maiores planos: "Eu desejo que o longa metragem do ‘Roses are Blind’, junto com minha esposa, que é a atriz principal, e foi co-produzido pela nossa empresa, seja de muito sucesso e nos dê uma grande abertura e visibilidade", afirma. Sobre sua vida pessoal, Gui confidencia que o plano é continuar viajando o mundo com sua esposa, aprendendo novos idiomas e conhecendo novas culturas.

 

 

 

 

 

 

Por Lucas - Nobre Ass. - SP

Colaborador na RMF

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