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Espetáculo 'Tia Julia e o Escrevinhador' volta em cartaz no Teatro Poeirinha, em Botafogo


A peça, que mescla humor e romance ao contar a história de um sobrinho que se apaixona por sua tia, fica em cartaz até o dia 01 de Julho

O espetáculo “Tia Julia e o Escrevinhador” retorna ao palco do Teatro Poeirinha, em Botafogo e fica em cartaz até o dia 01 de Julho.

Com direção de Ritcheli Santana, a peça é uma adaptação de um dos livros mais originais de Mario Vargas Llosa, vencedor do Premio Nobel Literatura 2010 e conta a história de Mário (Otavio Tardelli), um jovem com ambições literárias que se apaixona por sua tia Julia (Fernanda Teixeira), divorciada e com quase o dobro da sua idade.

Em paralelo a esse romance proibido, Mário conhece Pedro Camacho (Gonzalo Martinez Cortez), autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até o dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens criando histórias hilariantes e absurdas.

E, ao mesmo tempo, o romance entre Marito e tia Julia é descoberto pela família.

Para contar a história, o diretor Ritcheli Santana conta que o projeto de encenação nasceu de seu desejo de incorporar à um texto realista e uma trama não muito atemporal, novas texturas e dinâmicas para as relações entre as personagens: “O meu objetivo foi dar ao público uma representação ágil, simples e intensa de uma comédia do cotidiano.

Através de proposições sutis, a montagem apresenta aos espectadores todo um universo pertencente ao furor criativo do personagem do Mário que se desdobra em múltiplas camadas.

As personagens atravessam a história desvelando cada vez mais o seu avesso. O outro lado de ser quem se é. A história de amor, que é sempre uma história. A suspensão e a leveza que o ato de se apaixonar propicia, as consequências e a comicidade que produz. Foi um desafio vigoroso, com um numeroso elenco, gerador de um processo criativo engajado e potente”.

Para Ritcheli, o público pode esperar uma encenação ágil e figurativa com personagens hilariantes em uma atmosfera cheia de paixão e latinidade: “A trama do espetáculo gira em torno da paixão do sobrinho pela tia, mas muito me intriga pensar em tudo mais que orbita o casal; o alter ego de um artista em sua forma mais pura e seu caminho para a loucura da expressão, a opressora sociedade tradicional que nada mais quer do que revelar-se até o ridículo, o frisson que é ser responsável por suas escolhas e levá-las as últimas consequências e a vontade que da de rir enquanto analisamos isso tudo.”

Para Otavio Tardelli, que interpreta Mário, além do amor de seu personagem por Julia, sua tia, e que o faz amadurecer e começar a viver de verdade a trama mostra também a coragem de um jovem ao encarar sua família e revelar que desistiu de seguir a carreira de advogado para realizar seus sonhos e trabalhar com arte.

“O Mário é um jovem, de 18 anos, intelectual, corajoso e que decide encarar sua família para realizar seus sonhos. Júlia, mulher mais velha e mais experiente, é quem faz Mário viver de verdade. Ele, sendo intelectual, já leu muito sobre amor, tem muitas teorias sobre a vida. Nesse contraponto, Júlia é quem faz Mário praticar o que já havia lido algum dia. Ela faz com que ele deixe de ser racional para ser inteiramente passional, quando o assunto é amor”, explica Otavio.

Interpretando Julia, a atriz Fernanda Teixeira conta que sua personagem é uma pessoa à frente de qualquer tempo, com personalidade, livre e sabe o que quer: “Ela teria tudo para ser extremamente rotulada e marginalizada na sociedade.

Em plenos anos 50, ela é divorciada, estéril, tem encontros com diversos homens - e não faz questão de esconder e tem um relacionamento com um homem muito mais jovem que, ainda por cima, é considerado parte de sua família. Mas a verdade é que a Julia se torna essa grande mulher justamente porque ela não se importa com isso. Ela é uma mulher livre e que aceita os riscos e consequências da sua liberdade. Ela é uma mulher forte e a sua força não vem de fora”.

Fernanda diz ainda que a história de amor de Julia e Mário vai além da relação tia-sobrinho, ela mistura da inocência do jovem com a experiência de sua personagem que se permite viver este romance e não vê a diferença de idade e d como um impedimento: “Para mim é bem claro que, na verdade, essa história é contada com a lente da família, da sociedade. Porque caso contrário, se essa história fosse contada pela lente da Julia, tudo seria completamente diferente.

Muito mais simples com certeza, porque ela tem isso de tirar o social e ali seriam apenas duas pessoas, não necessariamente o sobrinho dela. A medida que eles vão se conhecendo, isso se torna cada vez menor. Ele tem essa ingenuidade, esse cuidado e esse frescor do primeiro amor que encanta muito a Julia e que ela não está acostumada a viver”.

Em paralelo a trama romântica, Mário conhece Pedro Camacho (Gonzalo Martinez Cortez), um excêntrico autor de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. É o protótipo do “gênio louco” e se torna mentor do jovem. Ele se revolta contra uma sociedade do espetáculo, que quer que a arte sirva simplesmente para um propósito comercial. Sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens criando histórias hilariantes e absurdas.

“O Pedro Camacho é uma das criações mais extravagantes e memoráveis do romance, é o coração elástico da história. Se Mário representa uma espécie de leveza, ou talvez a imaturidade da juventude, Camacho é o centro melancólico, volátil e misterioso da história.

Ele também é um personagem com características da comédia sombria. O escritor de radionovelas, que nestes tempos associamos principalmente a forma que se tornou "telenovelas", Camacho é um personagem que interrompe com sua perspectiva e trabalho o status quo. Camacho retrata a sociedade e seus próprios impulsos. Ele é o palhaço triste da obra e uma figura tipo Quijote, embora com elementos de Quijote e Sancho Panza”, descreve o ator Gonzalo.

“Tia Julia e o Escrevinhador” ensina o prazer de saborear a ironia e zombar do belo e dos dramas da própria vida e das histórias que vivem em nossa imaginação quando nos pegamos tentando entender as nossas vidas.

Além de, Fernanda Teixeira interpretando Julia, Otavio Tardelli como o jovem Mario e Gonzalo Martinez Cortez como Pedro Camacho, o elenco conta ainda com Arthur Portella (Javier), Flavio Moraes (Genaro), Gabi Soledade (Josefina), Lucas Gonjú (Lucho), Marcelo Ferreira (Francisco) e Relise Adami (Olga).

Para mais informações sobre “Tia Julia e o Ecrevinhador”: Facebook: /tiajuliabrasil Instagram: @tiajuliabrasil

Serviço Tia Julia e o Escrevinhador Onde: Teatro Poeirinha (Rua São João Batista, 108 – Botafogo) Quando: 31 de maio a primeiro de Julho, de quinta a sábado, às 21h e domingo às 19h Ingresso: R$ 50 | R$ 25 (meia e lista amiga) Facebook: /tiajuliabrasil Instagram: @tiajuliabrasil Duração: 1h30

Classificação Etária: Livre

Por Aline Nobre - RJ

Assessoria de Imprensa / Press Relations

Colaboradora na RMF/PortaDestaque

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